Preenchimento de Queixo: como o ácido hialurônico projeta e harmoniza o mento sem cirurgia
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Atualizado em 3 de julho de 2026.
Sumário: o que você vai encontrar aqui sobre Preenchimento de Queixo: como o ácido hialurônico projeta e harmoniza o mento sem cirurgia
O que é o preenchimento de queixo ·
Quem se beneficia (indicações) ·
Como é feito, passo a passo ·
O que diz a evidência ·
Queixo, mandíbula e o terço inferior ·
Segurança, recuperação e durabilidade ·
Perguntas frequentes
O preenchimento de queixo com ácido hialurônico é um procedimento não cirúrgico que devolve projeção e contorno ao mento usando um gel injetável, ajustando o equilíbrio do rosto de perfil e de frente sem passar por uma mentoplastia com prótese. É uma das formas mais procuradas de refinar o terço inferior da face — e, quando bem indicado, muda bastante a percepção do perfil com um procedimento de consultório.
O que é o preenchimento de queixo
O preenchimento de queixo é a aplicação de ácido hialurônico no mento para aumentar projeção, corrigir depressões e melhorar o contorno da região, funcionando como uma alternativa não cirúrgica à mentoplastia tradicional. Em vez de uma prótese de silicone posicionada por cirurgia, o médico deposita um gel de ácido hialurônico — um açúcar que o próprio corpo produz — em pontos específicos, geralmente próximos ao osso, para “construir” volume onde falta.
O produto usado no queixo costuma ser mais firme (alto G’), justamente para sustentar a estrutura e imitar o formato do osso do mento. É um dos gestos centrais da harmonização facial em São Paulo, porque o queixo ancora visualmente todo o terço inferior: um mento bem posicionado alonga o rosto, define a linha do maxilar e melhora a relação entre queixo, lábios e nariz.
Quem se beneficia: as indicações do preenchimento de queixo
O preenchimento de queixo é mais indicado para quem tem o mento recuado (retrusão), pouco projetado ou assimétrico, e busca equilibrar o perfil sem cirurgia. Na prática, os motivos que mais aparecem na avaliação são:
- Queixo recuado (hipomentonismo): quando o mento “some” no perfil e o rosto parece desequilibrado em relação ao nariz e aos lábios.
- Perda de projeção com a idade: com os anos há reabsorção óssea e perda de gordura e músculo na região, e o queixo perde definição.
- Contorno e simetria: pequenas depressões, covinhas indesejadas ou assimetrias do mento que incomodam de frente.
- Transição para a mandíbula: em muitos casos o queixo é tratado junto do ângulo mandibular para redesenhar toda a linha do maxilar.
Vale a franqueza médica: nem todo queixo curto é candidato só a preenchimento. Retrusões ósseas importantes ou alterações de mordida às vezes pedem avaliação com cirurgia. É por isso que a conversa começa sempre por um exame do rosto inteiro, não por “quantos ml”.
Como é feito o preenchimento de queixo, passo a passo
O preenchimento de queixo é um procedimento de consultório, feito com anestésico local, que costuma levar poucos minutos e mostra resultado imediato. O passo a passo, em linhas gerais:
- Avaliação e marcação: o médico analisa o perfil, a proporção do terço inferior e marca os pontos de aplicação.
- Anestesia: aplica-se anestésico tópico e/ou local; a maioria dos produtos já vem com lidocaína, o que reduz o desconforto.
- Aplicação: o ácido hialurônico é depositado em planos profundos, muitas vezes junto ao periósteo (a “capa” do osso), com agulha ou cânula.
- Modelagem e checagem: o médico molda o produto e confere o resultado de frente e de perfil.
A quantidade varia de acordo com a anatomia — normalmente a primeira sessão usa poucos mililitros e, quando necessário, um retoque completa o volume depois de algumas semanas. A lógica é a mesma do método MD Codes com ácido hialurônico: pontos estratégicos, quantidade planejada e resultado natural, sem “sobrecarregar” a região.

O que diz a evidência sobre o preenchimento de queixo
A literatura recente mostra que o ácido hialurônico é eficaz e seguro para corrigir a retrusão do queixo quando aplicado por profissional treinado. Em um ensaio clínico multicêntrico randomizado publicado em 2025 na revista Aesthetic Plastic Surgery, cerca de 70% dos pacientes tratados apresentaram melhora de pelo menos um grau na escala de retrusão do mento aos 6 meses (contra 0% no grupo sem tratamento), com satisfação alta e efeitos adversos leves a moderados; o benefício ainda estava presente em 12 meses.
Uma revisão de literatura em Aesthetic Plastic Surgery (2024) reforça um ponto que orienta a prática: as propriedades reológicas do gel — firmeza, elasticidade e coesividade — importam tanto quanto a técnica, e escolher o produto certo para o queixo está ligado a menos complicações. Estudos de tecnologia recente, como os géis de alta definição pensados para serem colocados junto ao osso, seguem essa mesma direção — imitar o formato natural do mento em vez de apenas “encher”.
Traduzindo para o consultório: bons resultados no queixo dependem menos de “quanto produto” e mais da combinação entre anatomia, produto adequado e plano de aplicação. É o que separa um perfil harmônico de um queixo com aspecto artificial.
Queixo, mandíbula e o refinamento do terço inferior
Na maioria das vezes, o queixo não é tratado sozinho: ele conversa diretamente com a mandíbula e com o restante do terço inferior do rosto. Um mento bem projetado sem uma linha de maxilar definida fica “solto”; por isso é comum planejar as duas áreas em conjunto para redesenhar todo o contorno inferior.
Se o seu foco também é o ângulo e a linha do maxilar, vale entender como funciona o preenchimento de mandíbula — os dois procedimentos costumam ser desenhados na mesma avaliação. Em situações de flacidez mais marcada ou de perda de sustentação com a idade, o preenchimento pode ainda ser combinado com bioestimuladores de colágeno como Sculptra e Radiesse, que trabalham a qualidade da pele em volta do contorno. Todas essas opções fazem parte do universo dos preenchimentos com ácido hialurônico planejados de forma integrada.
Segurança, recuperação e durabilidade
O preenchimento de queixo tem bom perfil de segurança quando feito por médico habilitado, e a recuperação costuma ser rápida — a maioria das pessoas volta às atividades no mesmo dia. Nos primeiros dias pode haver inchaço, sensibilidade ou pequenos hematomas na região, que se resolvem sozinhos. Orienta-se evitar calor intenso, esforço físico pesado e manipular a área nas primeiras 24 a 48 horas.
Sobre durabilidade: os resultados no queixo costumam durar de 12 a 18 meses, variando conforme o produto, a quantidade e o metabolismo de cada pessoa. Uma vantagem importante do ácido hialurônico é ser reversível — em caso de necessidade, o médico pode dissolver o produto com uma enzima (hialuronidase). Como todo procedimento injetável, existem riscos, e é por isso que a escolha do profissional e a avaliação individual pesam tanto no resultado final.
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Perguntas Frequentes (FAQ) sobre Preenchimento de Queixo: como o ácido hialurônico projeta e harmoniza o mento sem cirurgia
O preenchimento de queixo dói?
Costuma ser bem tolerado. Aplica-se anestésico tópico e/ou local, e a maioria dos produtos já contém lidocaína, o que reduz bastante o desconforto durante a aplicação. Pode haver leve sensibilidade nas horas seguintes, que passa sozinha.
Quanto tempo dura o preenchimento de queixo?
Em geral de 12 a 18 meses, dependendo do tipo e da quantidade de ácido hialurônico, da técnica e do metabolismo de cada pessoa. Como o produto é reabsorvido aos poucos, muitos pacientes fazem manutenção periódica para manter a projeção.
Preenchimento de queixo substitui a cirurgia (mentoplastia)?
Em muitos casos de queixo recuado ou pouco projetado, sim — resolve bem sem cirurgia. Mas retrusões ósseas importantes ou alterações de mordida podem pedir avaliação cirúrgica. Por isso a definição vem sempre de um exame individual do rosto inteiro.
Quando posso voltar às atividades?
Normalmente no mesmo dia. Recomenda-se apenas evitar esforço físico intenso, calor excessivo e manipular a área nas primeiras 24 a 48 horas. Inchaço ou pequenos hematomas, quando aparecem, tendem a sumir em poucos dias.
O resultado do preenchimento de queixo pode ser desfeito?
Sim. Uma vantagem do ácido hialurônico é a reversibilidade: se necessário, o médico pode dissolver o produto com hialuronidase, uma enzima que reabsorve o gel. Isso dá uma margem de segurança que próteses cirúrgicas não oferecem.
Referências científicas
- Yang X. et al. Effectiveness and Safety of a Hyaluronic Acid Filler for Chin Augmentation and Correction of Chin Retrusion: A Multi-center, Prospective, Randomized Controlled Trial. Aesthetic Plastic Surgery, 2025. PubMed
- Mataro I., La Padula S. Comentário sobre Nonsurgical Chin Augmentation Using Hyaluronic Acid: A Systematic Review of Technique, Satisfaction, and Complications. Aesthetic Plastic Surgery, 2024. PubMed
- Chin Augmentation and Treatment of Chin Retrusion with a Flexible Hyaluronic Acid Filler in Asian Subjects: A Randomized, Controlled, Evaluator-Blinded Study. Aesthetic Plastic Surgery, 2024. Springer